quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Posição do SIT quanto à Greve do dia 24 de Novembro

O Sindicato dos Inspectores do Trabalho (SIT) não pode deixar de se solidarizar com os restantes movimentos sindicais no sentido de condenar veementemente as opções assumidas pelo poder executivo: não aceitamos e repudiamos todas as medidas que impliquem diminuição da retribuição, congelamento de progressões ou de admissões na Autoridade Para as Condições do Trabalho.
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Na verdade, este é um Organismo altamente carenciado de meios humanos pelo que qualquer medida tomada nesse sentido revela-se altamente penalizadora para os Inspectores do Trabalho que se vêem forçados a dispersar o seu trabalho por tarefas acessórias, com prejuízo sério no desenvolvimento da sua missão e atribuições, consequente dificuldade em honrar os compromissos assumidos pela tutela perante os parceiros sociais e inevitável incumprimento por parte do Estado das mais elementares regras consagradas nas Convenções OIT ratificadas por Portugal. E tudo isto com um sacrifício acrescido que já não é tolerável esperar dos Inspectores do Trabalho.
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Os Inspectores do Trabalho consideram inaceitável a medida de congelar retribuições e progressões na carreira. A medida além de injusta para a nossa classe - que ano após ano tem vindo a ser pressionada além do limite humanamente admissível mediante a imposição de objectivos absurdos e inatingíveis - cria um precedente grave na nossa relação com as entidades empregadoras e gera um desconforto inultrapassável no relacionamento com empresas em situação economicamente difícil, com os prejuízos que daí podem, consequentemente, advir para todos os trabalhadores portugueses que laborem em empresas em crise.
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Ademais, os cortes fazem perigar o estatuto do inspector do trabalho a um ponto crítico, em particular quanto aos inspectores deslocados, que têm a dificuldade acrescida dos custos inerentes às deslocações e se confrontam já com dificuldades económicas gravíssimas.
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O nosso Sindicato, enquanto entidade responsável, está ciente das dificuldades que o país enfrenta. Estamos, pois disponíveis para encontrar soluções que permitam um decréscimo da despesa pública no nosso Organismo. Só daremos o nosso aval a soluções consensualizadas e não a decisões unilateralmente impostas. Chamamos a atenção de que o nosso Sindicato não foi ouvido no processo de tomada de decisão destes “cortes” absurdos e de que o nosso Organismo é contributivo do Estado em matéria de arrecadação de coimas e não o inverso.
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Por tudo isto, condenamos as medidas anunciadas e manifestamos o nosso apoio aos movimentos sindicais, demonstrando a nossa solidariedade mediante o cumprimento da greve agendada para o dia 24 de Novembro.
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A opção assumida de não convocar greve prende-se exclusivamente com o facto de entendermos que o SIT deverá recorrer à greve, em matérias de foro estritamente interno, opção que queremos deixar em aberto para qualquer eventual violação grosseira dos nossos direitos enquanto Inspectores do Trabalho.
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Concluímos, fazendo um veemente apelo a que todos se solidarizem com a Direcção do SIT e cumpram a greve agendada para o dia 24 de Novembro.
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É a nossa vida, o nosso trabalho e o nosso futuro que estão em jogo.
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1 comentário:

  1. Alguém disse um dia que a IGT é uma bomba social de que os governos se servem quando querem, como querem e se querem. Este (desgoverno) faminto que está de dinheiro parapara as sua luxurias e dos seus boys, não hesita em extorquir o mais que pode à miserável economia, através do aparelho inspectivo ao seu alcance, onde há sempre aqueles subservientes dispostos a vender a alma ao diabo, para ficarem bem na fotografia e com mais uma cunhazita saltarem por cima de tudo e todos e ei-los! ainda estagiarios há dias, feitos inspectores de galinheiro!!!! Amen.

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